quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O chão me ama, só pode.

Vou contar algumas histórinhas de como eu caí... É, acho mesmo que o chão me ama. Aee!! Tenho um fã!!
História 1 - Um dia eu estava na escola, estava escutando Red Hot Chili Peppers com minha amiga. No fone, é claro. Eu estava com um e ela com outro, ela estava parada, de boa, cantando, e eu pulando/cantando. Eu simplesmente esqueci que o outro fone estava com ela e fui andando/pulando para frente. Eu tropeçei em meus próprios pés, e caí para frente. Só que, o fone de ouvido me segurou como uma corda (pois tava embaralhado no meu braço) e me puxou para trás. Então caí de bunda no chão. A cena foi hilária.
História 2 - Estava na quadra da escola, fazendo aula de educação física. Estava jogando Handball com a turma. Uma das meninas do meu time mandou a bola para a outra (também do meu time), só que uma menina do time adversário pegou a bola. Eu fui correndo na direção da menina, para pegar a bola dela, mas quando estava na metade do caminho, a primeira menina esbarrou em mim (pois também estava correndo para pegar a bola, e não me viu) e como a minha sorte é grande (só que não) eu caí, de cara no chão (depois de girar um pouco). Consegui me apoiar com a mão antes que beijasse o chão, mas ainda sim, doeu.
História 3 - Também na escola... (acho que o chão da escola é que me ama, não é qualquer chão, é o da escola) Estava eu na biblioteca, fazendo trabalho de ciências. O local em que eu estava com meu grupo era uma bagunça de mesas e cadeiras. Então uma das pessoas do grupo me pediu para pegar os materiais para a maquete que iríamos fazer. Levantei normalmente e fui tentar passar pela confusão de cadeiras. Consegui, mas quando fui comemorar pulando, meu pé ficou preso em uma cadeira ou mesa (não lembro) e eu caí.

Um texto para uma amiga


Uma vez, Charles Dickens disse: “Nunca devemos envergonharmo-nos das nossas próprias lágrimas”. Agora você se pergunta, quem é ele? Eu também não sabia, mas ele é um escritor britânico. Mas não é isso que importa. O que ele disse é fato, na verdade, o fato geral é que tu não deves envergonhar-te de si próprio.
Outra vez, Tati Bernardi disse: “Para toda malícia, tem uma inocência. Para toda chuva, tem um sol. Para toda lágrima tem um sorriso.” Ela quis dizer várias coisas, uma delas é que nem tudo és o que representas ou pareces. Outra também é que nunca estaremos sozinhos, sempre terás alguém ou algo conosco. Há várias maneiras de interpretar esta frase. Entendas como quiseres.

Emma Santos, não a conheço e não sei por que se corta. Ela está completamente errada, sabe por que? Ela disse que não há cura ou tratamento. Tratamento com certeza existe. E a cura? Ela existe? Sim! Claro! A cura estás em si próprio.

Também não conheço o Diego Oliveira, não sei sua história. Mas ele sim é sábio, ele quer a felicidade. Não sei se é verdade quando ele diz que a depressão e a automutilação são as únicas coisas que ele tem ao redor, mas você tem muito mais que isso. Você tem amigas que te amam, uma família que te ama e tudo de bom. Tu mesma disse um dia: Amigas e chocolate são os melhores remédios para a depressão.
Esse texto (que está ficando maior do que o esperado) foi um mar de indiretas bastante diretas, espero que você tenha analisado as frases que te mostrei. Não foi atoa que escrevi isso tudo. Espero que pense em tudo isso. Quero te deixar com essas frases, para lhe fazer pensar um pouco mais:

E para finalmente acabar, esse texto, que tirei o início dele (pois não era importante). Achei ele bonito, espero que goste.
"Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado para fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende a grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem para a saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que  melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."

Martha Medeiros

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Isto é pegadinha?

Era uma segunda-feira, dia do aniversário de minha mãe, tínhamos pegado pizza na Fazendinha e estávamos indo para a casa da minha avó. Tinha acabado o refrigerante e as pizzas gigantes e deliciosas estavam no banco de trás.
-Vou colocar as pizzas lá no porta malas e... -  Falou minha mãe, mas não ouvi o resto, pois a musica estava muito alta.
-Ok! - Digo.
Ela já está colocando a pizza no porta malas e aumento ainda mais o volume do rádio, que estava tocando música eletrônica. O celular da minha mãe (que ela deixou no carro) começa a tocar, desligo o rádio e atendo. Era meu tio.
-Alô? Quem é? Posso dar uns parabéns para a Janinha? - Diz ele, Janinha é o apelido que ele deu para a minha mãe. Percebo que minha mãe sumiu.
-Não estou achando ela, tio! Ela estacionou o carro aqui e foi colocar a pizza no porta malas, E AGORA EU NÃO ESTOU A ACHANDO!! - Digo, gritando desesperada, já fora do carro a procura de minha mãe. Começo a chorar, o que é bem incomum.
-Aonde você está?! - Meu tio fala preocupado, afinal estava de noite e eu era apenas uma criança sozinha na rua, agora vejo minha mãe andando até mim.
-Isso é pegadinha, mãe? Fala com ele. - Passo o celular para ela, já me acalmando. Escutando a conversa dos dois, descobri que ela só foi comprar refrigerante na padaria ao lado.