Eu sempre escrevo para alguém, normalmente falando do que
sinto pela pessoa. Hoje vou mudar um pouco as coisas, vou escrever para o “nada”,
um nada quase tão imenso quanto o que ele
sente por mim. O “nada” ás vezes é meu companheiro, me entende, sabe? Não estou
dizendo que apenas o nada me entende, claro que não, existem algumas exceções neste
mundo de bilhões de pessoas. Simplesmente é um ponto da minha vida “coisada”
(com coisada, quero dizer fodida mesmo) em que não é um motivo nem para eu
ficar triste nem feliz, isso é legal.
Tipo, ele, ele é
um motivo para eu ficar feliz E triste. Isso é confuso, muito confuso. É por
que a nossa conversa (Será que posso chamar aquilo de conversa? Não sei) foi
uma das coisas que mais gostei nele. “Leve essa música, me traz um sorriso”,
lembro até hoje, essa frase ficou na minha cabeça, coisa difícil de acontecer.
E as outras indiretas (que acreditei ser para mim, aiai a ilusão...)? Foram
simplesmente perfeitas. A parte deprimente é por causa que não sei se aquilo
foi para mim, inclusive tem aquela vozinha na minha cabeça que diz que foi para
a vadia que ele ama, tô achando que essa vozinha se chama razão. Opa, to
escrevendo sem ouvir nada... Pronto, a “nossa música”. Tenho mania de associar
uma música a casais inexistentes. Tem como morrer afogada em nostalgia??
Nossa, lembrei aqui quando ele estava perto de onde eu fico
no intervalo das aulas. Estava escutando Choke (estilo funkeira, pois tinha
esquecido o fone, e não queria sair de lá, por que né), aquela música realmente
mexe comigo, e ele estava perto, fiquei com vergonha de encarar muito porque
tava todo mundo lá (e iam perceber): minhas amigas e os amigos dele. Também to lembrando
de quando ele estava no mesmo lugar, aí a (atual/ex, sei lá) namorada dele
chegou e o abraçou por trás, tenho minhas suspeitas que foi só pra me provocar. O que adorei foi que ele ignorou quase
completamente ela.
Hoje quando estava voltando da biblioteca (indo levar uma advertência),
passei em frente à sala dele, e por algum milagre a porta estava aberta. Vi
ele, ele me viu, encaramentos sabe. Ele senta na frente kk, não deve parar
quieto nas aulas. Uma coisa que notei foi que: Hoje ele usou uma toquinha verde (não
deu pra ver direito por causa do capuz, mas acho que era isso mesmo), logo após
eu curtir várias fotos de um amigo meu (nas quais ele usava uma touca preta).
Será que tem ligação? Não, claro que não, vou parar de viajar.
Eu não o entendo, ele gosta de quem afinal? De mim? (Duvido).
Da puta? (Aposto dois conto). De ninguém? (Também duvido muito). E ela? Gosta
dele? Acho que não, gostaria de conhecer ela melhor apenas para saber se realmente
o merece. Nem sei se ele é digno de algo, mas parte do meu subconsciente diz
que sim, também gostaria de descobrir isso.
Ás vezes quando o vejo passar, fecho a cara só de lembrar
nos dois se beijando (DE APENAS >>DUAS<< VEZES QUE ELES FICARAM,
MINHA SORTE TEM QUE ME FAZER VER UMA DELAS), ela que “chegou” nele. Mas ás
vezes sorrio, lembrando daquele primeiro sorriso que vi dele. Nossa, aquele
sorriso foi uma das melhores coisas que já vi na vida, sério. Lembro exatamente
como foi:
Estava no final da aula, parece que ele ficou até um pouco
mais tarde, ao invés de correr para o escolar como sempre faz. Eu estava indo
para a frente da escola, passando por um corredor ao ar livre, aí vi um menino
que quase trombou em mim, ele meio que riu e foi indo pra trás bem quando eu ia
passar. O menino era um amigo dele, não vi quem era, mas ele estava na frente
dele (e de mim), o tal amigo devia ter feito algo muito engraçado pois nunca o
vi rir/sorrir tanto (nem antes, nem depois daquele dia, apesar de que antes não
o notava muito). O estranho é que quando vi aquele sorriso, sorri automaticamente.
Não sei se ele viu isso, nem se viu se era eu, ou se me notava antes disso. Só
sei que aquilo foi o começo de tudo, aquele sorriso.


