sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Oi, "Nada"

Eu sempre escrevo para alguém, normalmente falando do que sinto pela pessoa. Hoje vou mudar um pouco as coisas, vou escrever para o “nada”, um nada quase tão imenso quanto o que ele sente por mim. O “nada” ás vezes é meu companheiro, me entende, sabe? Não estou dizendo que apenas o nada me entende, claro que não, existem algumas exceções neste mundo de bilhões de pessoas. Simplesmente é um ponto da minha vida “coisada” (com coisada, quero dizer fodida mesmo) em que não é um motivo nem para eu ficar triste nem feliz, isso é legal.

Tipo, ele, ele é um motivo para eu ficar feliz E triste. Isso é confuso, muito confuso. É por que a nossa conversa (Será que posso chamar aquilo de conversa? Não sei) foi uma das coisas que mais gostei nele. “Leve essa música, me traz um sorriso”, lembro até hoje, essa frase ficou na minha cabeça, coisa difícil de acontecer. E as outras indiretas (que acreditei ser para mim, aiai a ilusão...)? Foram simplesmente perfeitas. A parte deprimente é por causa que não sei se aquilo foi para mim, inclusive tem aquela vozinha na minha cabeça que diz que foi para a vadia que ele ama, tô achando que essa vozinha se chama razão. Opa, to escrevendo sem ouvir nada... Pronto, a “nossa música”. Tenho mania de associar uma música a casais inexistentes. Tem como morrer afogada em nostalgia??

Nossa, lembrei aqui quando ele estava perto de onde eu fico no intervalo das aulas. Estava escutando Choke (estilo funkeira, pois tinha esquecido o fone, e não queria sair de lá, por que né), aquela música realmente mexe comigo, e ele estava perto, fiquei com vergonha de encarar muito porque tava todo mundo lá (e iam perceber): minhas amigas e os amigos dele. Também to lembrando de quando ele estava no mesmo lugar, aí a (atual/ex, sei lá) namorada dele chegou e o abraçou por trás, tenho minhas suspeitas que foi só pra me provocar. O que adorei foi que ele ignorou quase completamente ela.

Hoje quando estava voltando da biblioteca (indo levar uma advertência), passei em frente à sala dele, e por algum milagre a porta estava aberta. Vi ele, ele me viu, encaramentos sabe. Ele senta na frente kk, não deve parar quieto nas aulas. Uma coisa que notei foi que: Hoje ele usou uma toquinha verde (não deu pra ver direito por causa do capuz, mas acho que era isso mesmo), logo após eu curtir várias fotos de um amigo meu (nas quais ele usava uma touca preta). Será que tem ligação? Não, claro que não, vou parar de viajar.
Eu não o entendo, ele gosta de quem afinal? De mim? (Duvido). Da puta? (Aposto dois conto). De ninguém? (Também duvido muito). E ela? Gosta dele? Acho que não, gostaria de conhecer ela melhor apenas para saber se realmente o merece. Nem sei se ele é digno de algo, mas parte do meu subconsciente diz que sim, também gostaria de descobrir isso.

Ás vezes quando o vejo passar, fecho a cara só de lembrar nos dois se beijando (DE APENAS >>DUAS<< VEZES QUE ELES FICARAM, MINHA SORTE TEM QUE ME FAZER VER UMA DELAS), ela que “chegou” nele. Mas ás vezes sorrio, lembrando daquele primeiro sorriso que vi dele. Nossa, aquele sorriso foi uma das melhores coisas que já vi na vida, sério. Lembro exatamente como foi:


Estava no final da aula, parece que ele ficou até um pouco mais tarde, ao invés de correr para o escolar como sempre faz. Eu estava indo para a frente da escola, passando por um corredor ao ar livre, aí vi um menino que quase trombou em mim, ele meio que riu e foi indo pra trás bem quando eu ia passar. O menino era um amigo dele, não vi quem era, mas ele estava na frente dele (e de mim), o tal amigo devia ter feito algo muito engraçado pois nunca o vi rir/sorrir tanto (nem antes, nem depois daquele dia, apesar de que antes não o notava muito). O estranho é que quando vi aquele sorriso, sorri automaticamente. Não sei se ele viu isso, nem se viu se era eu, ou se me notava antes disso. Só sei que aquilo foi o começo de tudo, aquele sorriso.

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